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Proposta brasileira ajuda a discutir desenvolvimento
O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, acredita que a discussão lançada pelo Brasil na semana passada nas Nações Unidas aumentou o interesse na ajuda ao desenvolvimento, apesar da oposição dos Estados Unidos às propostas de taxação internacional sobre comércio de armas e transferências financeiras.
"O encontro foi muito mais amplo do que a recomendação sobre os impostos", disse ontem Wolfensohn, que participou da reunião nas Nações Unidas do grupo composto pelo Brasil, França, Espanha e Chile. "Os Estados Unidos realmente pareceram bem irredutíveis na questão dos impostos. Mas há outros, particularmente os franceses, que estão ansiosos para ver se há chance de implantar alguma taxação internacional." Wolfensohn afirmou que o mais importante do encontro foi que 30 ou 40 chefes de Estado se comprometeram com o combate à pobreza no mundo, e que apenas um dos elementos para isso é aumentar o financiamento.
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, também acha que a oposição dos EUA a algumas das propostas não é determinante. "Esse assunto lançado nas Nações Unidas já está presente na reunião do Fundo e do Banco, há uma seqüência de debates que teve excelente impulso depois de Nova York." O ministro disse que "evidentemente as propostas não são unânimes, mas agora é a hora de começar a analisar cada uma delas."
No domingo, a Inglaterra anunciou que doará 10% do valor total da dívida dos países mais pobres (especialmente de governos africanos) para que o Banco Mundial e o Fundo perdoem essa dívida. O governo inglês pediu que outros países sigam o exemplo. Outra sugestão feita por Gordon Brown, chancellor of the Exchequer (cargo equivalente ao de um ministro da Fazenda no Reino Unido) foi a de reavaliar as reservas em ouro do FMI para financiar o cancelamento total da dívida de países pobres.
O secretário dos EUA, John Snow, afirmou ontem que o Banco Mundial deverá dar maior número de doações e não empréstimos a países pobres, e que os EUA vão ajudar a financiá-las, embora não tenha fornecido um número.
Em resposta à recomendação do Fundo no ano passado de que o Banco Mundial usasse mais de seus recursos no financiamento à infra-estrutura, Wolfensohn anunciou ontem que só este ano o Bird já está comprometido em financiar US$ 6,5 bilhões em 75 projetos.
Fonte:Valor Econômico
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