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Construção difícil

O primeiro dia da 3ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, evento organizado pela Rede de Desenvolvimento Local e Integrado, foi encerrado com o debate “A Agenda 21 e a construção de um Brasil sustentável” que contou com a presença de dois membros da Comunidade ABDL: como moderador o assessor especial do Ministério do Meio Ambiente e fellow do Prolides, Pedro Ivo Batista (leia entrevista), representando o Ministério do Meio Ambiente; e o presidente do Instituto Vitae Civilis e fellow do LEAD Rubens Born, representando Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais.

“Nossa intenção é fazer com que cada um dos ministérios incorpore os parâmetros de desenvolvimento sustentável”, afirmou Celina Bragança, gerente de projetos do Ministério do Planejamento. Os caminhos para garantir essa transversalidade estão sendo traçados, segundo ela. “Estamos fazendo um planejamento em rede, que possibilite o diálogo com a sociedade civil e entre setores do governo”.

Política ambiental não é política do MMA e, sim, do governo, acrescentou Gilney Viana, secretário de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável do MMA. “Só teremos um Brasil sustentável se a política econômica dialogar com a política ambiental”, defendeu.

Rubens Born ressaltou a necessidade de ampliar o nível de participação da sociedade na implementação da Agenda 21 e construir políticas públicas com base no desenvolvimento local sustentável. “Não basta sensibilizar a sociedade e promover ações pontuais. É preciso mudar a forma de exercer poder no país, ampliar o processo participativo e ir além das experiências isoladas, com a implementação de políticas públicas”.

As perguntas do público evidenciaram a insatisfação de diversos setores da sociedade civil organizada quanto ao ritmo do governo atual para incorporar as diretrizes da Agenda 21. “Chega de conferências. Vamos agir”, protestou um participante. O secretário do MMA reconheceu que há muitos interesses e conflitos, em função da presença de setores conservadores, mas salientou que o governo federal está fazendo todo o possível para agir de forma democrática e justa.

Rubens Born finalizou o debate destacando a importância de que haja mais cidadãos conscientes e envolvidos em políticas públicas e que exerçam o seu direito de reivindicar e apontar críticas ao governo. “Essa é a idéia da Agenda 21 brasileira”, concluiu.

Fonte: Rits

29 de Novembro, 2004
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