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O “Velho Chico” atravessa o milênio em meio a debates e disputas em torno do projeto de transposição. A seguir, uma série de artigos, reportagens e links para ajudar você a se informar e posicionar nessa questão.


Pacto contra desertificação no Nordeste

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a governadora do Rio Grande do Norte, Vilma de Faria, participaram do lançamento do Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação (PAN), em Caicó (RN). Marina Silva informou que já estão garantidos R$ 17 milhões para a elaboração de planos estaduais de combate a desertificação em 2005.

Caicó foi escolhida para o lançamento do PAN por ser uma das áreas mais afetadas pela desertificação no Rio Grande do Norte e pela contribuição da sociedade na elaboração do plano com seus conhecimentos e práticas. "A participação da sociedade não é só para legitimar o plano, mas para corrigir eventuais erros e até mudar rumos", afirmou a ministra.

No Nordeste, 30% da matriz energética é madeira colhida na caatinga. O uso excessivo da madeira é uma das causas da desertificação, pois além da redução da cobertura vegetal, provoca assoreamento de rios e açudes. Um dos objetivos do PAN é trabalhar com a idéia de convivência com o semi-árido, substituindo o conflito pela água.

A elaboração do PAN é um compromisso do governo brasileiro assumido com a Convenção de Combate à Desertificação das Nações Unidas. O plano traz diretrizes e as principais ações para o combate e a prevenção da desertificação nas regiões brasileiras com clima semi-árido e subúmido seco. A articulação que, envolve os poderes públicos e a sociedade civil, foi coordenada pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (SRH/MMA).

Em Natal, a ministra se reuniu com os governadores Vilma de Faria, Wellington Dias, do Piauí, e representantes dos estados do Nordeste para a assinatura dos pactos para a implantação do PAN e do programa Água Doce. O objetivo do programa é aumentar a oferta de água para o consumo humano a partir de águas salobras e salinas. O Água Doce prevê o aproveitamento dos rejeitos em sistemas produtivos locais, como a piscicultura, atendendo especialmente à população de baixa renda de localidades isoladas.

Fonte: MMA

08 de Dezembro, 2004
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