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Maggi afirma que Dante desmatou 5 milhões de hectares
“Cada um tem que olhar para o próprio rabo para falar dos outros”, alfinetou nessa segunda-feira (20) o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), em resposta às críticas que vem recebendo do senador Antero Paes de Barros e do ex-governador Dante de Oliveira, ambos do PSDB, no campo da conservação ambiental. Dante e Antero foram derrotados por Maggi nas eleições de 2002 e planejam, nas eleições do ano que vem, retomar a condução da política mato-grossense.
Desde o mês passado, quando o Ministério do Meio Ambiente divulgou os números oficiais sobre o desmatamento na Amazônia para o período entre 2003 e 2004, o governo do Estado e Maggi vêm sendo alvo de pesadas criticas por parte de organismos ambientalistas e de desafetos políticos. Não é para menos, sozinho, o Mato Grosso responde por aproximadamente 48% do total desmatado na Amazônia Legal. No entanto, o governador Maggi rebate as acusações afirmando que, desde que assumiu a direção do Estado, os índices de desflorestamento vêm caindo ano a ano.
Segundo o atual governador, no período entre 1995 e 1998 – durante primeiro mandato de Dante de Oliveira – foram desmatados aproximadamente 5 milhões de hectares. “E olhe que nesses números não está computado o desmatamento referente ao segundo mandato do PSDB, que foi de 1998 a 2002”, explicou o governador. “Claramente se percebe que houve uma redução nos números do desmatamento. Isto graças a um trabalho intenso realizado pela Fema”, defende-se.
Dante de Oliveira afirmou que Maggi fez uma escolha pessoal para a Fema porque sabia que não iria suportar a pressão dos fazendeiros que anualmente abrem novas frentes de produção agrícola desmatando as florestas. O governador é realmente capaz de compreender o lado dos agricultores, afinal, ele é um dos proprietários do Grupo Amaggi, maior produtor mundial de soja.
Pânico – No último dia 15, o desmatamento no Mato Grosso levou a trupe do humorístico Pânico na TV, exibido aos domingo pela Rede TV!, a Cuiabá onde tentaram, sem sucesso, entregar para Maggi o troféu do Prêmio Motosserra de Ouro.
O prêmio, idealizado pelo não-governamental Greenpeace, tem o intuito de apontar as responsabilidades de figuras do meio político na destruição da maior floresta tropical do mundo. Com 10.348 votos – 37,21% do total – o governador mato-grossense foi o grande campeão do pleito virtual.
Para garantir que o político recebesse pessoalmente a “homenagem” – a escultura de uma motosserra feita com madeira ilegalmente extraída da floresta –, os humoristas do Pânico armaram uma grande confusão em frente a uma escola onde Maggi participava de um evento para a distribuição de kits esportivos. O ponto alto aconteceu quando centenas de pessoas uniram-se ao grupo para entoar o coro: “Recebe! Recebe”. O governador fugiu pelos fundos.
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