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Bid desenvolve indicadores de investimento florestal

O Banco Interamericano de Desenvolvimento está lançando um pacote indicadores para medir a atratividade para os investidores dos empreendimentos voltados à exploração sustentável de florestas na América Latina e Caribe. O Índice de Atração de Investimento Florestal (IAIF) vai consolidar dados de mais de 80 variáveis para estabelecer uma pontuação única para cada país avaliado.

Entre os indicadores que entraram na composição do índice estão: a estabilidade da taxa de câmbio, risco político, abertura comercial, Estado de direito, licenças e permissões, infra-estrutura socioeconômica, políticas agropecuárias, restrições a plantio e colheita, reservas e fluxo de recursos florestais, atividades favoráveis ou adversas, e o tamanho do mercado interno para produtos florestais.

Em sua primeira edição foram identificados: Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Costa Rica como os cinco países que ofereciam o melhor clima de investimento em negócios florestais. Já Haiti, Equador, Guatemala, Belize e Paraguai são considerados os países que mais oferecem dificuldades aos investimentos em exploração econômica de florestas.

Além de ajudar investidores nacionais e estrangeiros a fazer uma avaliação inicial, espera-se que o índice também melhore o diálogo entre os interessados e aponte áreas para pesquisa futura.

Além do IAIF, o Bid também criou o Processo de Melhoria do Clima de Negócios para Investimento Florestal (Promecif) que engloba atividades que buscam o desenvolvimento, execução, monitoramento e avaliação de ações que modificam os fatores que fazem com que um país atraia investimentos diretos no setor florestal. O Promecif usa os resultados do IAIF para identificar e executar estratégias e investimentos prioritários em países específicos que os tornem mais atraentes ao investimento florestal direto.

O manejo sustentável dos recursos florestais está segundo o especialista sênior do BID em recursos naturais, José Rente Nascimento, intimamente ligado ao êxito da exploração comercial das florestas. “Para ser sustentável, a exploração comercial das florestas precisa maximizar o retorno financeiro e ao mesmo tempo satisfazer critérios de viabilidade social e ambiental”, explicou. “Se não forem um bom negócio para os proprietários da terra e os empresários associados, as florestas não serão administradas e muito provavelmente serão convertidas para outros fins.”

O BID está trabalhando para assegurar-se que o IAIF seja calculado sistematicamente cada dois anos, para permitir que os diretamente interessados possam acompanhar a evolução do desempenho de um país e o impacto das intervenções destinadas a melhorar o clima de negócios para os investimentos florestais sustentáveis.

27 de Junho, 2005
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