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Mercosul tenta reduzir consumo de energia

Uma iniciativa que busca desenvolver padrões e selos de eficiência energética para os eletrodomésticos fabricados pelos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e pelo Chile pretende reduzir em cerca de 5% o consumo de energia na região. A queda viria associada a uma diminuição das emissões de dióxido de carbono (CO2) por usinas termoelétricas que usam carvão, óleo combustível ou gás natural.

A ação é resultado do “Programa de Capacitação para a Remoção de Barreiras para o Desenvolvimento e a Implementação Rentável de Normas e Rótulos de Eficiência Energética”, administrado pelo PNUD.

O projeto, com duração prevista de cinco anos, será parcialmente financiado pelo GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial), que deve desembolsar cerca de US$ 3 milhões para apoiar a iniciativa. A idéia é que os governos dos cinco países implantem medidas que levem as empresas a fabricarem aparelhos que consumam menos energia. Os selos previstos no projeto deverão permitir aos consumidores identificar esses produtos.

O projeto deve iniciar o trabalho pelos produtos em que os países já têm experiência na implantação de normas para limitar o consumo de energia, como aparelhos de ar-condicionado, motores elétricos e geradores. Nessa primeira fase também devem ser estabelecidos os mecanismos de colaboração entre os governos, as diferentes esferas de ação do projeto e as iniciativas regionais e nacionais sobre o que é preciso ser aperfeiçoado.

No último encontro entre os participantes do projeto, realizado no final de junho, em Viña del Mar, o Chile foi escolhido por unanimidade para coordenar os trabalhos. Depois do Brasil — que produz 20 aparelhos rotulados com selo de menor consumo de energia —, o país é, ao lado da Argentina, o segundo que mais desenvolve atividades de estímulo à eficiência energética.

No Brasil, o Governo Federal desenvolve, com o apoio do PNUD, o Programa de Eficiência Energética, que implantou uma série de medidas voltadas à produção eletrodomésticos que tenham um consumo de energia mais baixo.

Fonte: PNUD

06 de Julho, 2005
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