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Plano apóia produção local no semi-árido
O governo federal vai investir em 18 projetos de desenvolvimento local em uma das áreas mais pobres do Brasil, o semi-árido nordestino. O Projeto Integrar, um trabalho do Ministério da Integração Nacional, com o apoio do PNUD e executado pela ADENE (Agência Nacional de Desenvolvimento do Nordeste), está selecionando iniciativas de arranjos produtivos locais na região.
Os arranjos produtivos locais são núcleos em que as pessoas que trabalham na mesma área unem seus esforços para aumentar e melhorar sua produção. Em vez de competirem entre si, os produtores atuam juntos para aprimorar os resultados de todos. Na região compreendida pelo Projeto Integrar — toda a área de semi-árido do Nordeste localizada ao norte do rio São Francisco, o que inclui Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí —, há diversas atividades desse tipo, em ramos tão diversos quanto a criação de gado, a apicultura e a produção de algodão colorido.
Primordialmente, o Projeto Integrar visa fortalecer essas iniciativas para, a partir daí, promover o desenvolvimento de suas regiões. “Queremos alavancar o desenvolvimento produtivo nessas sub-regiões que são historicamente menos dinâmicas”, explica o diretor-geral da ADENE, Zenóbio Vasconcelos.
O projeto é a continuação de uma parceria anterior do PNUD com a antiga SUDENE (Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste), o Programa Regional de Desenvolvimento Sustentável. Com o fim da SUDENE, restaram cerca de R$ 4 milhões em caixa que não foram investidos no projeto, segundo Vasconcelos. Para retomar a empreitada, no ano passado representantes da SUDENE, do PNUD e do Ministério se reuniram para discutir as possibilidades de trabalho. O resultado foi a criação do Projeto Integrar.
O primeiro passo do novo programa foi procurar os governos dos seis Estados envolvidos e apresentar as propostas. “A participação dos municípios e Estados nesse trabalho é fundamental. Não seria possível sair do papel sem eles”, afirma a coordenadora-técnica do Integrar, Sylvia Sabino.
Cada um dos governos ficou responsável por selecionar até sete iniciativas de arranjos produtivos locais e encaminhá-las para a apreciação do projeto. Os arranjos no meio rural são maioria na região, mas a idéia é apoiar também projetos nas cidades. “Queremos ver também arranjos produtivos locais urbanos, feitos com agroindústrias, nas cidades”, afirma Sylvia.
Praticamente todos os Estados já receberam a visita dos organizadores do Integrar e encaminharam suas propostas — falta apenas o Rio Grande do Norte. Nem todos, no entanto, vão sugerir o total de sete arranjos. O Piauí, por exemplo, deve optar por concentrar seus esforços em apenas quatro ou cinco práticas.
Depois que receber as propostas, a coordenação do projeto vai procurar conhecer e analisar a fundo cada um dos arranjos sugeridos. No final, três de cada Estado serão escolhidos para receber capacitações financiadas com o dinheiro disponível. “Ainda não estão definidos os critérios, mas já podemos dizer que será uma seleção rigorosa e trabalhosa. Vamos precisar ver o nível de desenvolvimento em que cada iniciativa se encontra e o que elas estão trazendo de resultados”, diz Sylvia.
Segundo o acordo de parceria com o PNUD, todo o projeto deverá ser posto em funcionamento, realizado e terminado até o final de 2006.
Fonte: PNUD
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