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Campos do Jordão conserva a Amazônia
Nesse sábado (9), a cidade de Campos do Jordão (SP) tornou-se mais uma Cidade Amiga da Amazônia. O município paulista é o 12º a aderir ao programa da organização ambientalista Greenpeace que procura utilizar o poder de compra das prefeituras para favorecer o comércio legal de madeira. Os prefeitos aderem ao programa se comprometem aprovar leis que obriguem o poder público local comprar apenas produtos madeireiros de origem comprovada.
"Ao adotar critérios sócio-ambientais para a aquisição de madeira nas licitações promovidas pela prefeitura, a cidade está incentivando o desenvolvimento sustentável da Amazônia", diz Rebeca Lerer, coordenadora do programa Cidade Amiga da Amazônia.
A adesão de Campos de Jordão é um alento depois da divulgação dos números do desmatamento na região amazônica registrados entre 2003 e 2004. Com 26 mil km2, a área desmatada é a segunda maior da história brasileira. Como mais de 70% da madeireira amazônica é extraída ilegalmente, a compra do produto pelo poder público acaba sendo um incentivo para atividades criminosas. Evitar esse aparente paradoxo é a meta do programa promovido pela ONG.
Segundo Rebeca, São Paulo é “o maior consumidor de madeira tropical do planeta”, absorvendo mais de 15% de tudo que é extraído da Amazônia. Por isso a entidade vem buscando a adesão dos municípios paulistas ao programa.Garantir que setor público paulista não consuma mais madeira ilegal é uma forma de fazer tirar mercados de quem explora a floresta ilegalmente.
Estado – O governo estadual vem se aproximando dessa mesma postura conservacionista. O governador Geraldo Alckmin editou um decreto que restringe o consumo de madeira ilegal em obras públicas. O Greenpeace espera que em breve o Governo de São Paulo assuma os mesmos critérios adotados pelo programa.
Todas as administrações municipais que aderem ao Cidade Amiga da Amazônia devem aprovar leis que regulem a compra de madeiras de origem amazônica. São quatro os critérios: proibir o consumo de mogno; exigir provas da cadeia de custódia que identifiquem a origem legal e os Planos de Manejo Florestal da madeira nas licitações; dar preferência à madeira certificada; e orientar a substituição da madeiras usadas em tapumes, fôrmas de concreto e andaimes por opções reutilizáveis.
Com informações: Greenpeace
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