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Fórum debate situação atual e futuro do Protocolo de Kyoto
São Paulo pode dar uma grande contribuição para ajudar nas ações visando à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas globais, disse nesta terça-feira (26), o governador Geraldo Alckmin, lembrando que o "estado é o maior produtor mundial de álcool combustível, que é uma fonte de energia renovável, e 54% da frota já é ‘flexfuel' [bicombustível]". Ele também recordou que recentemente o Governo paulista obteve do Banco Mundial, a quantia de US$ 7,7 milhões que permitirá o plantio de 1 milhão de hectares de matas ciliares em todo o estado.
As declarações do governador foram dadas durante a abertura do seminário internacional "Equidade no Período Pós-Kyoto" promovido pelo Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade na Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento conta com as parcerias do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV e da organização inglesa Action for a Global Climate Community.
Além de Alckmin, estiveram presentes à abertura do evento: a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, José Goldemberg, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o coordenador-geral de Mudanças Climáticas do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), José Domingos Gonzales Miguez, o secretário do Verde do Município de São Paulo, Eduardo Jorge, o professor Luiz Gylvan Meira Filho, do Instituto de Estudos Avançados da USP, além do secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, Fábio Feldmann.
MDL – De acordo com Feldmann, além de disseminar a questão relativas às mudanças climáticas globais, o seminário visa à discussão de estratégias depois de 2012 – ano em que se encerra a primeira fase dos compromissos assumidos pelos 194 signatários do Protocolo de Kyoto. No pós-Kyoto, os países em desenvolvimento atualmente isentos também terão que cortar a emissão dos chamados gases-estufa causadores do efeito estufa, o que inclui o Brasil.
Para a ministra Marina Silva, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) que possibilita a geração de recursos a partir de créditos de carbono representa uma iniciativa inovadora e deve ser potencializado para tornar-se um instrumento eficaz no futuro. Marina lembrou ainda que 30% dos projetos de MDL são brasileiros. Por outro lado, ela ressaltou as preocupações com a Amazônia, com base nos estudos que dão conta da grande responsabilidade do desmatamento na emissão de gases de efeito estufa.
Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, após salientar que o Brasil não pode se eximir de responsabilidades no que se refere às mudanças climáticas globais, reiterou que o país deve reforçar suas posições. Quanto ao pós-Kyoto ele mostrou preocupação no sentido de que sejam cumpridos os compromissos assumidos pelo tratado antes de se discutir os próximos passos.
Aquecimento local – Em sua fala, o professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Enéas Salatti, reforçou que "as mudanças climáticas, infelizmente, não são modismo". O acadêmico transportou o problema planetário para o nível local informando os presentes que o planalto paulista registrou um aumento de temperatura em torno de 0,7 graus celsius, maior que os 0,6 graus registrados na média planetária.
Segundo ele, esse dado é alarmante. "A curto prazo, quanto à perda de água por evaporação, que resultará em prejuízos significativos para o abastecimento público".
O seminário internacional nesta quarta-feira, que será aberto ao público, terá início às 9h e terá continuidade à tarde, sendo finalizado com um debate, com início previsto para as 16h30min.
Fonte: SP Notícias
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