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Pacto ambiental liderado pelos EUA desperta críticas

O acordo, anunciado nesta quinta-feira (28) por um grupo de seis países liderado pelos Estados Unidos, para o desenvolvimento de novas tecnologias que visem reduzir as emissões de gases-estufa está sendo duramente criticado por organizações ambientalistas internacionais. Eles denunciam pacto como uma nova estratégia dos opositores do Protocolo de Kyoto para faze-lo fracassar.

O diretor da rede internacional de ONGs ambientalistas Amigos da Terra, Tony Juniper, considerou que o fato de o George W. Bush não ter revelado a existência de um acordo nos moldes do anunciado durante a recente reunião da cúpula do G8 na Escócia – que tratou, entre outros temas, das mudanças climáticas – foi "um tapa" no primeiro-ministro do Reino Unido (Tony Blair), anfitrião do evento.

"Tenho medo de que seja outra tentativa de fazer o Protocolo de Kyoto fracassar. Também temo que a iniciativa funcione como uma mensagem aos países em desenvolvimento, para que comprem as novas tecnologias americanas sem se preocupar com limites de emissão ou calendários", acrescentou Juniper.

O acordo que, além dos EUA, inclui Austrália, Japão, China, Índia e Coréia do Sul, foi anunciado durante a reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático, ocorrido no Laos, pelo ministro australiano de Assuntos Exteriores, Alexander Downer.

Segundo os signatários, esse pacto complementa o Protocolo de Kyoto, criado para reduzir as emissões de gases poluentes da atmosfera – entre eles o dióxido de carbono (CO2) procedente da queima de combustíveis fósseis.

Entrevistado pela BBC, o principal assessor científico do governo de britânico, David King, elogiou o acordo, mas admitiu não ter recebido qualquer informação sobre as negociações. Ele considera importante o desenvolvimento de tecnologias limpas, mas reiterou que não haverá avanço no combate às mudanças climáticas se não forem criados limites às emissões

Melhor que Kyoto – O primeiro-ministro australiano, John Howard, declarou na quinta-feira que o pacto que criou a Sociedade Ásia Pacífico para o Desenvolvimento e o Clima – nome que recebeu o grupo que reúne Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Japão, Índia e seu país – supera o Protocolo de Kyoto. "A imparcialidade e a eficácia do acordo são superiores", disse o conservador Howard no programa australiano Nine News.

"Trata-se de um acordo histórico na luta por reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa, porque enfatiza a necessidade de tecnologias novas e mais eficazes", assinalou o premier. Que também acrescentou que o pacto não exigirá duros ajustes na indústria australiana.

Os membros Sociedade são responsáveis em conjunto por cerca de 40% das emissões de gás no mundo todo.

Com informações: Folha e Terra.com

29 de Julho, 2005
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