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Educação para a Democracia
O debate sobre a educação tem-se polarizado em duas posições doutrinárias bem distintas: por um lado, os defensores do paradigma de “recursos humanos” para o desenvolvimento, associados aos tecnocratas preocupados com o crescimento econômico a fim de alimentar o sistema produtivo com mais um “insumo”. Do outro lado, alinham-se idealistas e visionários que encaram a educação como o caminho predileto de democratização, de mudança social e de realização pessoal.
A polêmica ressurgiu na década dos oitenta, com o avanço impetuoso de tecnologias derivadas da microeletrônica (comando numérico, automação e informatização na indústria e nos serviços) e seus impactos sobre nível de emprego, a qualificação e desclassificação de amplos segmentos da força de trabalho, bem como em termos de seus requisitos de reorganização das linhas de produção nas fábricas, seus sistemas técnicos e hierárquicos e de comunicação.
A teoria do capital humano encara a produtividade como função derivada da formação e qualificação profissionais e procura justificar os investimentos os em educação de um ponto de vista econômico, não se preocupando com as dimensões psicossociais e de motivação da força de trabalho. Esse reducionismo encara a educação como investimento em mão-de-obra face às demandas do mercado de trabalho. Por abstrair das necessidades, valores e tradições da população inviabiliza a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.
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