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Minas Gerais quer ampliar suas metas nos "Desafios do Milênio"

Minas Gerais já cumpriu cinco dos oito Objetivos do Milênio (ODM- indicadores estipulados pela ONU para cumprimento até 2015). Mas, para o governo do Estado, ainda não é suficiente. O governador Antonio Anastasia assinou um memorando de entendimento, na última terça-feira, 15 de março, junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que visa a ampliação das metas do governo para com os Objetivos na região mineira.

Segundo o governador, o sucesso na ampliação das novas metas depende tanto das autoridades da região, quanto da sociedade civil. Para ele, essa nova busca por resultados será desafiadora: “Estamos nos desafiando, com metas mais ousadas do que aquelas que já alcançamos. Teremos metas mais inovadoras, ou seja, metas mais difíceis, que vamos nos esforçar para alcançar” afirmou Anastasia, que terá o auxílio do representante-residente do PNUD, Jorge Chediek, na questão técnica dos possíveis avanços.

Dos oito Objetivos do Milênio, Minas Gerais só falta completar o Objetivo 2 e o Objetivo 5 até 2015: universalização do ensino básico e redução da mortalidade materna, respectivamente.

Os outros Objetivos (Erradicação da extrema pobreza e fome; Promoção da igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; Redução da mortalidade infantil Combate do HIV/AIDS, malária e outras doenças e garantia da sustentabilidade ambiental) já foram alcançados pelo Estado, que não considerou as parceiras globais como um objetivo válido, já que esta meta possui um caráter mais nacional.

Avaliação

No próximo semestre, o PNUD e técnicos do governo de Minas irão avaliar como está se desenvolvendo os ODM no território. Já que o Estado tem avançado, o objetivo dos novos estudos será de “repactuar as metas de 2015”, como informou a oficial de projetos do PNUD Moema Freire. Nesse novo planejamento, as metas deverão ser tornar mais intensas, com a redução da porcentagem dos miseráveis, por exemplo.

Esse acompanhamento dos ODM no Brasil existe tanto a nível nacional como estadual. Inclusive a própria ONU incentiva essa aparente fragmentação regional dos Objetivos, o que sugere que cada localidade persiga as metas em prol do país inteiro.

Desde 2005, o Brasil já foi reavaliado pela organização, que aumentou e dificultou os Objetivos no país, como na redução da pobreza e no aprimoramento nos serviços de saúde. México e Tailândia também passaram para uma nova fase de avanços.

17 de Março, 2011
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