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O Seminário segundo os participantes
A turma do PRONORD 2004, Programa de Liderança para o Desenvolvimento Local Sustentável no Nordeste, esteve reunida em seu segundo Seminário, na região de Xingó na cidade de Canindé de São Francisco no Estado de Sergipe.
Ao final do evento, conforme metodologia da ABDL, os participantes responderam a um questionário de avaliação.
Foi pedido que dessem notas de 1 a 5 considerando a relevância, o conteúdo e a metodologia de cada um dos quatro módulos do Seminário (Visão Sistêmica, Planejamento e Gestão Participativa, Comunicação e Redes e Gestão de Projetos) e depois que comentassem. Sendo que o módulo de Planejamento eGestão Participativa foi dividido em cinco partes: I Participação e Cidadania, II Diagnóstico Participativo, III Preparação Visita de Campo, IV Visita de Campo e V Sistematização Visita de Campo. E o Módulo de GestãodeProjetos foi dividido em duas partes: I Conceitos de Desenvolvimento de Projetos e II Conjunto Articulados de Projetos.
De modo geral, a turma avaliou muito bem os quatro módulos. As notas conferidas para os itens propostos: “Relevância”, “Conteúdo” e “Metodologia” foram altas e os comentários muito positivos demonstrando entusiasmo e participação.
O item relevância foi um dos pontos mais bem avaliados com média máxima nos quatro módulos, tendo apenas algumas observações com relação à parte da“Preparação da Visita de Campo”. As sugestões foram direcionadas para a metodologia empregada na parte V do módulo “Planejamento e Gestão Participativa” referente à sistematização das Visitas de Campo: os participantes sugerem mudanças na metodologia, a proposta geral refere-se a necessidade de aumento de tempo para trabalhar o conteúdo. “A metodologia foi muito rápida. Faltou tempo para tanto conteúdo”.
O primeiro módulo, Visão Sistêmica,foi bem avaliado e de modo geral os participantes afirmam que sua importância foi a de contribuir para o projeto, a reflexão e um novo olhar sobre o mundo. “Bem colocado e bem exercitado, a metodologia que gerou boas reflexões internas e externas”; “Fundamental para direção do projeto”; “Confesso, minha visão era um tanto limitada”; “Respondeu aos meus questionamentos e, principalmente, me fez olhar o mundo de outra forma. Obrigada”.
O segundo módulo,Comunicação e Redes, foi considerado de grande importância, tanto como ferramenta para a construção do processo como por sua clareza. Além disto houve comentários positivos sobre a objetividade e o uso de efeitos visuais. O item “metodologia” foi o mais comentado: “Módulo com bastante ilustração, humor, leveza, uso de vários recursos de som e imagem. Muito bom”; “A metodologia foi ótima, o Dalberto realmente comunica claro”; “Não tenho dúvidas da necessidade de comunicação, seja em que meio for...”; “É a partir desta ferramenta que conseguiremos os nossos objetivos...”.
O terceiro módulo, GestãodeProjetos,recebeu boa avaliação, com ênfase no item “Relevância”, o que demonstra um grande interesse dos participantes com relação a este conteúdo. Além do conteúdo do módulo, a clareza da apresentação e o facilitador foram elogiados. “Excelente, esclareceu demais tantas incertezas”; “Deixou um gostinho de quero mais”; “Nem é preciso comentar 5 em tudo”; “Muito bom”.
O quarto módulo, Planejamento e Gestão Participativa, no item “Metodologia” recebeu várias sugestões e críticas referentes à necessidade de aumento do tempo para os conteúdos e para as atividades propostas. Também ficou clara a necessidade de um maior espaço para o debate dos conteúdos apresentados.
A falta de tempo para as atividades propostas foi uma observação recorrente em vários momentos, desde quando falamos no tempo livre, até o tempo para as discussões finais dos módulos. De maneira geral, os participantes sugerem um aumento deste tempo para uma melhor “degustação dos conteúdos”; “A metodologia foi muito rápida, faltou tempo para tanto conteúdo”; “Tudo super importante, o material vai me servir muito...”; “Muito conteúdo para pouco tempo”.
Ainda no que diz respeito à questão do tempo, recebemos as seguintes sugestões que serão consideradas para a construção do próximo seminário: maior tempo para contato entre os grupos, manter a idéia de uma manhã ou tarde livre, programar o seminário para no máximo sete dias, encurtar o terceiro turno de atividades do dia e aumentar o tempo para troca de informações entre os grupos.
Uma outra sugestão foi a de se incluir o item “sugestão” na avaliação. A partir dessas sugestões, a equipe ABDL identifica a necessidade de propor uma nova organização do tempo para as atividades e os conteúdos no próximo seminário.
A próxima etapa da avaliação solicitou comentários referentes às seguintes atividades paralelas: Apresentação do Vídeo Ilha das Flores, Forró, Jantar de Confraternização e Tempo Livre.
O Vídeo Ilha das Flores recebeu muitos elogios e foi considerado de grande relevância. A sugestão para um melhor aproveitamento da atividade foi garantir um tempo para discussão do filme em plenária. Houve também um participante que solicitou o vídeo para repassar.“Importante pela construção do filme (história) que retrata a realidade de forma agradável e bem ilustrativa”; “Faltou tempo para discussão em plenária”; “Oportuno”; “Excelente para reflexão”.
A Apresentação do Forró também foi muito apreciada, principalmente como uma forma agradável de integração da turma e também de valorização cultural local. Foi sugerido que houvesse mais forró! “Foi muito bom pela celebração dos aniversariantes do mês e pela valorização da cultura local”; “A cultura é um meio e também um fim para mudarmos indesejado”; “Poderia ter tido mais forró”
O Jantar de Confraternização foi o mais festejado: “Como sempre, super legal”; “Descontração, alegria”; “Excelente”; “Foi bom demais.”; “Muito Dinâmico”.
O Tempo Livre foi avaliado por todos como um momento necessário para descontração e integração do grupo, no entanto alguns participantes consideraram que este tempo não foi suficiente. “Necessário para refletir com o grupo”; “Suficiente”; “Satisfatório”; “As atividades foram muito intensas, poderia ter tido mais tempo livre”; “Precisava ter mais tempo para degustação de conteúdos”.
A parte final da avaliação foi composta por nove questõesabertas.
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A primeira questão pergunta ao participante se ele considera que os objetivos do seminário foram atingidos, e por quê.
As respostas demonstram que a maioria dos participantes acredita que os objetivos do seminário foram cumpridos e justificam suas afirmativas apontando para coesão do grupo, esclarecimento de papeis, importância da metodologia e os resultados da construção do grupo. “Sim. Voltamos com papeis bem definidos”; “Sim. Porque agora temos claro como vamos dar continuidade ao processo”; “Sim. Todos os conteúdos estavam relacionados à realidade”; “Sim. A metodologia aplicada foi, sem dúvida, uma estratégia para crescermos tanto na proposta quanto na vida pessoal”; “Sim, pois estamos falando de uma equipe altamente comprometida”; “Em grande parte. Equipe afinada.Tempo exíguo”.
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A segunda questão pediu aos membros da turma para apontar as atividades do Seminário que foram mais relevantes para aprofundar o desenvolvimento das propostas.
A maior parte das respostas afirma a importância dos módulos como um todo (Visão Sistêmica, Planejamento e Gestão Participativa, Comunicação e Redes e Gestão Projetos), devido a sua relevância e complementaridade. “Todas, para o que queremos, são de grande relevância”; “Todos, um completa o outro00”; “O conjunto é fundamental para uma intervenção bem sucedida”; “Todos foram relevantes, uma vez que deram o sentido de as ações articuladas e complementares”.
Apesar de a maioria das respostas considerar todos os módulos importantes, notamos que a atividade mais citada foi o diagnóstico participativo que é um dos temas do módulo Planejamento e GestãoParticipativa. As justificativas são diversas: pela necessidade dos grupos de dominar esta metodologia, pelo aprendizado da importância da figura do mediador, por ter colocado o grupo frente à realidade, pela relevância do módulo, entre outras. “O módulo de planejamento e gestão participativa nos colocou frente à realidade”; “Diagnóstico participativo. Por conta das nossas angústias em não dominar o tema”.
Outro módulo muito citado foi o de Gestão deProjetos, justificado pela necessidade de “dividir” dúvidas sobre os Projetos com outros grupos, importância do tema, necessidade de desenvolver conjunto articulado de projetos. “Necessidade dedividir nossas dúvidas sobre projetos”.
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A terceira questão é referente às acomodações e instalações do seminário.
grupo considerou o Hotel bom, as acomodações confortáveis e o serviço simpático, concentrando suas críticas em problemas como o aquecedor de água, a qualidade da água e a necessidade de criar um espaço para que os hóspedes possam dar opiniões. “O Hotel é bem estruturado, atendimento simpático”; “Muito boas”; “Gostaria que tivesse algo para os hospedes darem sugestão”; “Excelente, problema com o aquecedor de água impediu que fosse melhor”.
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A quarta questão, pergunta aos participantes sobre qual tema e ou atividades ele excluiria e ou incluiria e sua justificativa.
Os participantes foram unânimes em afirmar que não excluiriam nenhum tema ou atividade, afirmando que todas as atividades propostas foram muito importantes. As sugestões para inclusões foram: conhecer experiências já em execução, como por exemplo: DRP, visão mais específica sobre Educação/Educador popular (citado por três participantes) e a inserção de espaço para conhecer experiências pessoais da ABDL e da Kellogg. Por fim, dois participantes afirmaram que não incluiriam nenhuma atividade pela falta de tempo para realizar todas as atividades propostas.
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A quinta questão quer saber dos participantes o que tem significado vivenciar oPronord até o momento.
Nesta questão, a equipe ABDL acredita que teve uma importante devolutiva: as respostas demonstram que, mais do que um grupo altamente comprometido na realização de um projeto, este é um grupo de pessoas que estão juntas construindo um processo transformador que resulta em novos entendimentos de si e do mundo. As respostas foram muito diferentes em sua maneira de expressar, mas os sentimentos mais fortes foram: sentimento de conjunto, participação, cooperação, união, compromisso, responsabilidade, reflexão, desmistificação, aprendizado e crescimento. “União, solidariedade, crescimento”; “O processo mais construtivo da minha vida. Foi uma metamorfose ambulante”; “Significa que sempre temos algo para aprender. O que aprendo serve enormemente no trabalho e em relações do dia a dia na comunidade”.
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A sexta questão é referente às inquietudes dos participantes com relação ao resultado do Programa e o pleno cumprimento de seus objetivos.
Em geral, as inquietações dos participantes estão ligadas ao volume de trabalho, à grande responsabilidade assumida com o projeto e à dificuldade de tempo para se dedicar devido a suas obrigações diárias. Outras preocupações foram: não dominar os novos conteúdos, vontade de atender maior número de municípios, transformar teoria em ação, prazos, resultados a serem alcançados e os desafios da gestão compartilhada. “Demanda de dedicação vis a vis trabalho cotidiano”; “Conseguir concluir de maneira qualitativa todas as etapas do programa”; “A cada seminário percebemos o tamanho da responsabilidade que temos e isso me assusta”.
Nesta questão, é interessante observar que as inquietudes levantadas são questões concretas e muito necessárias para dar continuidade ao Projeto: são preocupações de um grupo que já incorporou suas responsabilidades e agora se pergunta como realizar na prática o desafio que estão se propondo.
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A sétima questão é referente ao processo da “Lição de casa” (processo de trabalho de responsabilidade dos grupos nos intervalos entre os Seminários) e questiona: como foi o processo de Lição de Casa?
Esta questão obteve respostas muito diferentes: a maioria (nove participantes), considerou o processo harmonioso, claro, simples, instigante, esclarecedor e rico. Enquanto que sete participantes consideraram o processo complexo, difícil pela situação em que o grupo estava, com tempo insuficiente, difícil de se organizar, tumultuado, com falta de membros do grupo, com falta de clareza no primeiro momento. Houve ainda duas respostas que ficam num meio termo, afirmando que o processo foi duro, desgastante e com inúmeras discussões, mas que valeu a pena. E um participante acredita que o processo foi bom, no entanto o resultado final da apresentação poderia ter sido melhor. Nesta questão é interessante notar que cada grupo tem suas avaliações diferenciadas e, ao olharmos para os processos internos, identificamos claramente estas diferenças e é esta diversidade que é fundamental para a construção final de cada processo.
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A oitava questão perguntou ao participante a respeito de sua satisfação com a produção do grupo.
Sobre a satisfação quanto à produção, a maioria deu respostas afirmativas justificadas pelo esforço conjunto para se fazer o melhor, na medida do possível. No entanto, tivemos quatro participantes que consideraram que a produção poderia ter sido melhor. “Sim acredito que produzimos na medida do possível, porém precisamos continuar, pois nossa proposta é mais abrangente”; “Medianamente”; “Acho que a nossa produção poderia ser melhor.”; “Não o suficiente”.
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A nona questão foi referente às dificuldades encontradas no processo.
A maior parte das respostas a esta questão se referiu à falta de tempo dos participantes e o desafio de se organizar agendas para realizar os encontros de trabalho. Outras respostas que apareceram de apenas um participante foram: complexidade dos processos do grupo, desafio de se chegar a objetivos comuns em relação ao desenvolvimento do projeto, dificuldade de operar com ferramentas que ainda não domina e necessidade de melhor preparo dos membros dos grupos para participar das discussões. Já cinco dos participantes afirmaram não sentir nenhuma dificuldade no processo.
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