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Contexto
O conceito de sociedade sustentável relaciona-se à sustentabilidade de vida de uma comunidade, povo ou nação. Pressupõe um balanço positivo quando se confrontam as atividades que contribuem para a construção e a implementação da sua riqueza social - por exemplo, respeito às minorias étnicas, extensão da previdência social, oportunidades de emprego e valorização da mão-de-obra, distribuição de renda -, comparativamente àquelas que causam efeitos negativos ou perversos à qualidade de vida, quais sejam: pobreza, miséria, exclusão social etc.
Desta forma, a construção da sociedade sustentável fundamenta-se na equidade e na justiça social, fatores que precisam ser resgatados no contexto da sociedade moderna, caracterizada pela concentração de riquezas e centralização poder e conseqüente segregação de classes e exclusão dos menos favorecidos. Este resgate não é uma tarefa fácil e requer um esforço coletivo de mobilização, motivação e de participação de todos os cidadãos na construção do capital social que poderá assegurar a prosperidade econômica durável.
O ser humano, como os demais seres vivos, interage com o meio em que vive, tecendo uma teia de relações fundamentais à sua sobrevivência. No entanto, o seu espírito dominador aliado ao desconhecimento da complexidade dos sistemas naturais têm resultado em ações antrópicas nem sempre planejadas e às vezes inconseqüentes, comprometendo a capacidade de suporte da vida no planeta. Ou seja, a exploração predatória dos recursos naturais para a satisfação das necessidades humanas e a manutenção de certos padrões e estilos vida, vêm compromendo a sustentabilidade ambiental em nível global.
Da mesma forma, no campo social, observa-se um fenômeno mundial de intensificação das desigualdades nas relações capital e trabalho, em parte decorrente da concentração riqueza cada vez maior nas nações desenvolvidas, resultando na deterioração da qualidade de vida nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, vitimados pela crescente exploração do homem pelo homem.
Isso nos leva a refletir sobre a insustentabilidade sócio-ambiental dos modelos de desenvolvimento adotados pela maioria das nações, bem como sobre a crise de percepção e liderança que se verifica no momento atual, demandando cada vez mais posturas pró-ativas dos cidadãos na busca de saídas ou alternativas que possam fazer face aos problemas sócio-ambientais nas mais variadas escalas.
Conscientes da relevância e pertinência da questão da sustentabilidade e da polêmica que a rodeia, os associados da sétima turma do Programa Lead-Brasil elegeram o assunto como tema do primeiro seminário nacional da oitava turma, enfatizando a participação e a cidadania como elementos fundamentais para a construção da sociedade sustentável.
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