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Expansão urbana e recursos hídricos: um passeio pela vida e história do Mindu

Apresentação

Objetivos

Visita ao Mindu

Visita a Silves

O Seminário

Fotos



Veja artigo do fellow Roberto Luiz do Carmo sobre esta visita.


Manaus é uma grande metrópole, situada em um país sul-americano pobre. É uma imensa clareira em meio à Floresta Amazônica (palavras da secretária de Estado de Ciência e Tecnologia, Marilena Corrêa da Silva Freitas, ditas no painel de abertura do seminário “Liderança, Sustentabilbidade e o Futuro da Amazônia”) e tem todos os problemas e desafios comuns a outras cidades brasileiras: urbanização acelerada e não planejada, favelas, falta de saneamento básico, poluição de todos os tipos... A capital do Amazonas tinha, em 2000, 1,45 milhão de habitantes com mais de 10 anos de idade, segundo o censo realizado pelo IBGE e continua crescendo em ritmo acelerado.

A turma 10 do LEAD Brasil, que esteve em Manaus para seu 4º Seminário Nacional – Liderança, Sustentabilidade e o Futuro da Amazônia, visitou vários pontos do Igarapé do Mindu, que corta a cidade e é um exemplo do desrespeito do poder público em relação aos recursos naturais e humanos. Às suas margens proliferam ocupações ilegais; a poluição é visível em suas espumas e sensível a qualquer nariz. Habitat natural do primata Sauim-de-coleira, a mata – que deveria proteger não só o igarapé, mas o próprio macaco e ajudar a amenizar o clima quente da cidade equatorial – é destruída. Ao longo da visita, acompanharam a turma, os pesquisadores Marcos Roberto Pinheiro, mestre em ciência ambiental, Jaime Kuck, arquiteto e urbanista, que participou da elaboração do plano diretor de Manaus e Cládia Stainer, agrônoma, mestra na área florestal.


Mas ainda há esperança. Grupos de pesquisadores de várias áreas desenvolveram o projeto do corredor ecológico do Sauim-de-coleira, que ampliaria a área total do Parque Municipal do Mindu. Parque este que sobrevive graças à garra daqueles e daquelas que a ele dedicam precioso trabalho. Vanusa Pereira, a jovem diretora do parque, conta que não há a menor preocupação por parte da prefeitura em conserva-lo; que a verba destinada a ele é mínima. Ela, que deverá deixar o cargo uma vez que a prefeitura mudou de mãos, acompanhou a turma pelas trilhas do parque.



Uma lógica perversa


Os pesquisadores que acompanharam o grupo durante a visita revelaram uma lógica perversa por trás das ocupações ilegais. Segundo eles, tais invasões são, em certa medida, incentivadas ou, no mínimo, negligenciadas por parte do poder público. Elas serviram ao propósito do desmatamento em locais onde seria proibida a prática. Os invasores destruiriam toda um área de preservação e, só depois disto feito é que o poder público e os proprietários entram com ações legais de restituição de posse e/ou indenizações. Assim, a área já degradada serviria aos anseios da especulação imobiliária ou a políticas populistas tais como uma urbanização falha baseada na colocação de asfalto (sem os devidos equipamentos de saneamento básico).



Histórico do Parque


Criado em 19 de março de 1992 em defesa do habitat natural do Sauim-de-Coleira com forte participação dos moradores do bairro manauara Parque Dez de Novembro e dos adolescentes do projeto Gaia (http://www.gaia.no/gaialogue/project.php?Pjt=29 - em inglês). Possui vegetação nativa de mata de baixio ou áreas inundáveis, terra firme e capoeira secundária, além de áreas de degradação.

São 30 hectares onde vivem preguiças, cutias, iguanas, camaleões e mais de 120 espécies de aves. Presença de insetos, répteis e microorganismos.

O parque oferece atividades de educação ambiental, eventos, prática de caminhadas, apoio de guias-mirins e agentes de defesa ambiental, café da manhã regional aos domingos (muito bom!) e acesso aos portadores de necessidades especiais.

O sauim-de-colereira é também conhecido como “macaco elevador”, pois tem uma seqüência diária de alimentação para café-da-manhã, almoço e jantar que o faz subir para as copas das árvores e descer ao solo conforme o tipo de alimento que come em cada horário do dia.

13 de Dezembro, 2004
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