Login:
Senha:
  |  
Fale Conosco  |   Mapa do site  |  
Busca:
  ABDL
  LEAD
  Outros Programas
  Recursos
  Comunidade ABDL



Povos aborígenes se salvam do Tsunami

As ondas que mataram mais de 155 mil pessoas na Ásia não dizimaram povos nativos que habitam as ilhas do arquipélago de Andaman e Nicobar, Índia. Os Grandes Andamaneses, Onges, Sentineleses, Jawaras e Shompens se refugiaram nas florestas e partes altas de seus territórios e puderam sobreviver à catástrofe. O risco a que estas tribos estão submetidas nesse momento é o de falta de água e comida em razão da inundação de boa parte das florestas. Também se teme a possibilidade de uma epidemia de cólera.

Esses cinco grupos são considerados descendentes diretos dos primeiros seres humanos a se estabelecerem no continente, na onda de migração que saiu da África há cerca de 70 mil anos. Estima-se que hoje existem entre 400 a mil indivíduos desses cinco povos. Os Shompens e os Sentineleses teriam entre 200 e 250 indivíduos, os Jarawas e os Onges cerca de 100 e os Grandes Andamaneses, praticamente extintos, entre 40 e 45. Estes remanescentes continuam vivendo de forma semelhante a seus antepassados. São seminômades, caçadores e coletores, produzem fogo pelo atrito de pedras, utilizam arco e flecha e vivem em cabanas feitas de folhas e galhos.

O arquipélago ainda é habitado por um sexto grupo, os Nicobarenses, que somam cerca de 30 mil indivíduos e mantém relação constante com a sociedade indiana. Este foi o único atingido pelo maremoto e contabiliza centenas de mortos. Com a exceção destes últimos, os povos nativos de Andaman e Nicobar estão sendo levados à extinção desde que a colonização inglesa, no século 19, trouxe as epidemias que vitimaram a maioria dos 5 mil indivíduos que habitavam as ilhas naquele período.

Com a chegada do verão e o aumento da atividade turística, os aborígenes se deslocam para as partes mais profundas das florestas em busca de isolamento fugindo dos milhares de turistas que chegam às ilhas nessa época. Protegidos pelas árvores e pela distância da costa, os últimos representantes dessas populações foram poupados da fúria das águas que matou mais de seis mil pessoas no arquipélago.

11 de Janeiro, 2005
imprimir

Parceiros
Assine o Boletim ABDL fornecendo seu e-mail