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Desafios da Sustentabilidade




Nos últimos anos há um consenso crescente sobre a gravidade das mudanças climáticas. Um reconhecimento claro sobre o problema do aquecimento global foi a conceção do Prêmio Nobel da Paz 2007 a Al Gore e ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) por seus esforços em consolidar e disseminar conhecimentos sobre as alterações climáticas provocadas pela ação antrópica.

Assim, temos ouvido a ciência dizer é isso que vai acontecer e parte do planeta já está vendo isso e pensando que é importante um acordo global. Mas ainda é necessário traduzir na forma de caminhos possíveis, quais são as ações prioritárias para os diversos setores da sociedade.

O Brasil é particularmente estratégico neste tema porque é grande emissor de carbono na atmosfera, mas apresenta um baixo custo na redução. De acordo com o professor Eduardo Viola[1], cerca de 75% das emissões de gases de efeito estufa no país são derivadas das mudanças de ocupação das terras e desmatamento da Floresta Amazônica. A alocação de uma pequena parte do PIB anual brasileiro (0,3%, em torno de 3 bilhões anuais), segundo o professor, poderia provocar mudanças expressivas nas emissões (poderiam chegar a 50% num prazo de 5 anos), adotando-se medidas como por exemplo: aumentar em número e qualidade a fiscalização; garantir a implementação da lei ambiental fortalecendo a estrutura do judiciário e a eficácia da condenação dos infratores da lei; instituir o pagamento de serviços de proteção da floresta a populações locais.

Qualquer consenso em torno de medidas mitigadoras vai depender de atitude cooperativa entre os tomadores de decisão e isso está subordinado a percepções compartilhadas sobre o assunto. Diversas sociedades têm tido uma espécie de pré-anuncio com eventos naturais intensos e às vezes devastadores, se apresentando em grau e número alarmantes. Esses recados da natureza trazem o tema à ordem do dia, mas a construção de agendas local, nacional e internacional em torno do tema ainda está longe de ser alcançada.

As dificuldades para se entrar em acordos neste campo tornam mais urgentes a adoção de medidas voltadas à mitigação e à adaptação por indivíduos, comunidades e organizações, o que muitas vezes exige transformações profundas em valores, comportamentos e práticas.

O principal objetivo do programa LSC é contribuir para essas transformações fortalecendo lideranças que possam estar à frente desses processos em suas comunidades, regiões e organizações.

A ABDL compreende liderança como um processo em que agentes sociais inseridos em organizações, comunidades ou redes, promovem mudanças que resultam na transformação de situações, padrões ou estruturas sociais.

Saiba mais:



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[1] Sociólogo, cientista político e especialista em Economia Política Internacional; professor titular do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília e membro do Conselho Diretor da Associaçao Brasileira de Desenvolvimento de Lideranças.

02 de Fevereiro, 2009
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