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Ondas de calor nos EUA estão ligadas ao aquecimento global
Calor extremo já afeta 10% da superfície terrestre do planeta
Recentes ondas de calor e verões extremos foram provavelmente causados pelo aquecimento global, segundo um estudo publicado hoje pela revista científica “PNAS”, por uma equipe liderada pelo físico James Hansen, do Instituto Goddard, vinculado à Nasa. Segundo os cientistas, os verões extremos afetaram cerca de 10% da superfície terrestre do planeta nos últimos anos.
Parte dos resultados foi adiantada por Hansen em um editorial publicado este sábado por Hansen no jornal “Washington Post”.
Hansen e seus colegas examinaram recentes fenômenos climáticos, como as ondas de calor em Moscou em 2010 e no Texas no ano seguinte. A temperatura registrada nestes locais e episódios foi comparada à vista entre junho e agosto — o verão no Hemisfério Norte — entre 1951 e 1980. Neste período, o número de eventos extremos ocorridos foi praticamente nulo — sua área de atuação foi de aproximadamente de 1% da superfície terrestre.
“Este não é um modelo climático ou uma previsão, mas observações reais de eventos e temperaturas que já aconteceram”, alerta Hansen no jornal americano. “Nossa análise mostra que já não é mais o suficiente dizer que o aquecimento global aumentará a probabilidade de condições climáticas extremas e repetir a ressalva de que um evento climático individual pode ser diretamente ligado às mudanças climáticas. Ao contrário. Nossa análise mostra que, para o clima extremamente quente do passado recente, não há virtualmente explicação alguma - além das mudanças climáticas”.
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